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Acaba de ser divulgada a segunda edição do Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade (IDL), que mostra as cidades mais bem preparadas para o envelhecimento da população. Na primeira edição, a cidade de Santos havia sido apontada como o melhor município, mas foi desbancado por São Caetano do Sul, também em São Paulo.

O levantamento é feito pelo Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, e engloba sete variáveis: saúde; bem-estar; finanças; habitação; cultura e engajamento; educação e trabalho; indicadores gerais. Cada variável tem uma série de indicadores, que totalizam uma nota. Por exemplo: em saúde são avaliados, entre outros dados, o número de leitos, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e psicólogos disponíveis. Nos indicadores gerais, contam expectativa de vida ao nascer, violência no trânsito, distribuição de renda e taxa de desemprego.



Henrique Noya, diretor-executivo do instituto, afirma que todas as informações vêm de órgãos oficiais, “com validade notória e sem viés político”, enfatiza. Ele acrescenta que o propósito do estudo é se transformar numa ferramenta útil para as pessoas avaliarem que cidades podem ser mais acolhedoras na fase madura de suas vidas. “O relatório pode ser baixado por qualquer um e, além disso, oferece um simulador. A pessoa responde a um questionário, sobre suas preferências e prioridades, e o sistema gera três opções de cidades que atendam às suas demandas”.

O número de municípios analisados dobrou, de 500 para mil, e foram criados dois grupos: o primeiro abrange 300 de grande porte e, o segundo, 700 pequenos. O objetivo é ajudar a formular políticas públicas que aperfeiçoem a qualidade de vida e para que empresários identifiquem oportunidades de produtos e serviços. No agregado, ou seja, no cômputo geral dos indicadores, depois de São Caetano do Sul, vêm Santos, Porto Alegre, São Paulo, Florianópolis, Niterói, Rio de Janeiro, Atibaia, Catanduva e Americana, que ocupam as dez posições de maior destaque.

Entre as cidades pequenas, os cinco primeiros lugares são paulistas: Adamantina, Vinhedo, Lins, São João da Boa Vista e Itapira. São Caetano do Sul se distinguiu por ter saneamento básico para 100% dos habitantes, baixa frequência de suicídios, oferta de espaços para condicionamento físico e bom desempenho em finanças e habitação.

Na primeira edição da pesquisa, em 2017, Capivari apareceu em 22º lugar entre as 50 melhores cidades de pequeno porte para envelhecer, no Brasil. No levantamento deste ano, Capivari não aparece na lista. Das cidades da nossa região, aparecem Rio Das Pedras, Monte-Mor, Porto Feliz, Cerquilho, Piracicaba e Indaiatuba.