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Agência Mundial Antidoping deve diminuir a punição para atletas que fizerem uso de drogas como maconha e cocaína.

Para isso, eles precisarão comprovar que a utilização da substância proibida não teve a finalidade de melhorar o desempenho, mas que foi para fins recreativos, fora da competição.



No lugar da suspensão de quatro anos por uso de drogas, como acontece hoje, o atleta deverá receber advertência e uma punição mais curta, de até três meses.

O período poderá ser reduzido para um mês, se o esportista aceitar entrar para um programa de reabilitação.

As informações foram dadas pelo coordenador da Comissão Médica e de Combate à Dopagem da CBF, Fernando Solera, em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo.

Ele participou de simpósio mundial na Polônia que discutiu o assunto, e adiantou que as novas regras devem entrar em vigor a partir de 2021, após os Jogos Olímpicos de Tóquio.



As mudanças no código disciplinar foram confirmadas pela Agência Mundial Antidoping, por meio de sua assessoria de imprensa.

Uma das explicações é que nos casos em que um atleta tem problemas com drogas e não está tentando se beneficiar com ganho em performance, a prioridade deve ser com a saúde dele.

Isso é mais importante do que impor uma longa sanção punitiva, conclui a entidade.

A nova regra não será aplicada para todas as substâncias, ainda será divulgada uma lista que será definida por um grupo de peritos.