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Competindo com os canudos e sacos plásticos como as piores poluentes dos mares, as bitucas de cigarro ganharam uma utilidade pelas mãos da Lar Mar: servir como matéria-prima para pranchas de surfe sustentáveis.

As bitucas são recolhidas no próprio local, e a cada três mil pode ser construída uma nova prancha. “Nosso objetivo é fazer com que as pessoas parem de jogar bitucas no chão. Nossos clientes aceitaram a ação de uma forma incrível. Em apenas um final de semana, já conseguimos reunir mais de mil bitucas”, afirma Felipe Árias, fundador da Lar Mar.



As pranchas não serão vendidas, mas sim doadas para escolinhas de surfe para crianças carentes nas cidades de Santos e Guarujá, no litoral de São Paulo. O recolhimento de bitucas será permanente no Lar Mar, uma local no bairro de Pinheiros, em São Paulo, que mistura loja de surfwear, restaurante, bar e shows eventuais. A praia é parte fundamental do espírito do local, que possui até mesmo um ponto de relax com cadeiras, rede e até mesmo areia da praia no chão.

A inspiração para a iniciativa de transformar cigarros em pranchas veio do projeto “Cigarette Board”, do designer estadunidense Taylor Lane, que conquistou diversos prêmios de sustentabilidade ao construir a primeira prancha de surfe utilizando o material como base. O teste dessa prancha foi luxuoso: ninguém menos que o cantor, compositor – e surfista – Jack Johnson foi o primeiro a pegar uma onda com uma prancha feita a partir de 4 mil bitucas recolhidas nas praias da Califórnia.

Fonte: Hypeness