Compartilhe

Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) deve ser transferido do Ministério da Economia para o Branco Central.

A confirmação da proposta feita pelo próprio presidente Bolsonaro tem a intenção de tirar o órgão do jogo político. O órgão de inteligência financeira é responsável pela investigação de operações suspeitas.



E representa, hoje, uma pedra no sapato do governo, às voltas com críticas sobre quem deve gerenciar as operações.

Antes vinculado ao Ministério da Fazenda – que no governo Bolsonaro se fundiu com o da Economia – foi transferido pelo presidente para a Justiça, sob o comando de Sergio Moro.

O Congresso não concordou e devolveu o Conselho à pasta de origem, à Economia, por apenas 3 votos de diferença.

Na época, o presidente defendeu que, na Justiça, seria mais fácil atuar no combate à corrupção.



Agora, a saída fica no campo da neutralidade, com a ideia de delegar ao Banco Central uma ação sem chance de suspeita de favorecimento político.