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Não faltam estudos comprovando os benefícios do brincar para os pequenos. Aprimorar os sentidos, estimular a criatividade, treinar a coordenação motora… A lista é extensa, mas nem tanto se fala do papel do pai neste processo lúdico – e é justamente isto que a pesquisa da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, buscou investigar.

Embora existam similaridades na forma com que os cuidadores interagem com seus filhos, o artigo, em colaboração com a Fundação LEGO, mostrou que a figura paterna tende a se engajar mais em brincadeiras físicas, optando por atividades como correr atrás da criança, colocá-la em suas costas e fazer cócegas.



E são exatamente estas brincadeiras que ajudam os pequenos a regular melhor os seus sentimentos e comportamentos no futuro. As evidências coletadas nos últimos 40 anos por estes estudiosos levanta a hipótese de que momentos de brincadeira com o pai podem trazer uma série de vantagens no autocontrole dos pequenos. 

De acordo com o estudo, os filhos que passavam um tempo significativo brincando com seus pais eram menos prováveis de apresentar hiperatividade ou problemas comportamentais, além de mostrarem melhor desempenho controlando a agressividade e estarem menos propensos a usar a força para lidar com desentendimentos.

Mas e como ficam as mães solo nesta história? Embora os aspectos positivos da brincadeira com o pai tenham sido levantados, os autores deixam claro que eles também podem ser adquiridos pelas mulheres. “Uma das coisas que nossa pesquisa pontua é a necessidade de variar os tipos de brincadeiras que as crianças têm acesso, e mães podem, claro, desempenhar brincadeiras físicas com os pequenos também”, afirma o professor responsável pelo estudo.

Fonte: MSN