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A forma como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística calcula a inflação vai mudar.

A partir de janeiro do ano que vem, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, conhecido pela sigla IPCA, vai pesquisar a variação nos preços de 377 produtos e serviços, sendo 56 deles novos na lista.



Serão incluídos na pesquisa, por exemplo, os gastos dos brasileiros com transportes por aplicativo e com serviços de streaming e com cuidados com animais de estimação.

Por outro lado, saem do calculo, itens como aparelhos de DVD, assinatura de jornais e máquinas fotográficas.

A mudança, anunciada pelo IBGE, ocorre em função dos novos hábitos de consumo dos brasileiros, que foram identificados na Pesquisa de Orçamentos Familiares 2017-2018.

Também haverá ajustes no peso dos grupos e regiões analisados no novo IPCA.



O grupo de transportes, por exemplo, será o principal componente da inflação pela primeira vez.

Vai representar 20,8% do indicador, e o grupo de alimentação e bebidas terá participação diminuída de 22% para cerca de 19%.

São Paulo vai permanecer com o maior peso no IPCA, passando de pouco mais de 30% para 32,32%.

Já a participação de Belo Horizonte, que é de 10,9%, cairá para 9,7%.

O IPCA reflete a cesta de consumo das famílias com rendimento mensal de um a 40 salários mínimos.

O indicador é composto com preços monitorados em 16 cidades e regiões metropolitanas do país.