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Queda no uso da camisinha provoca aumento dos casos de doenças sexualmente transmissíveis.

O alerta foi feito pelo Ministério da Saúde, que está preocupado, principalmente, com o comportamento da população mais jovem.



Dados oficiais do Governo apontam, por exemplo, que a maioria dos portadores do vírus HIV, causador da AIDS, tem entre 20 e 34 anos.

A projeção é que 900 mil pessoas, no País, estejam infectadas. E que 135 mil ainda nem saibam e podem contaminar o parceiro ou a parceira.

Especialistas explicam que o temor que tomou conta da sociedade nos anos 80 e 90, quando a AIDS era quase uma sentença de morte, não existe mais.

Uma vez que os jovens de hoje não conviveram com aquele sentimento e que a evolução da medicina pode garantir anos de sobrevida ao paciente.



No caso da sífilis, os dados mais recentes apontam que o número de casos disparou quase 30 por cento, em 2018, para perto de 160 mil. Inclusive em bebês, já que a gestante pode transmitir a doença pelo sangue para o filho.

O vírus da hepatite é outro que pode ser passado de uma pessoa para a outra na relação sexual e preocupa o Governo.

Em 2018, foram notificados mais de 42 mil casos da doença. Isso sem falar, por exemplo, em herpes genital, gonorreia e HPV.

Para combater o problema, além de lançar uma campanha de conscientização sobre o uso do preservativo, o Ministério da Saúde pretende distribuir, no Carnaval, mais de 128 milhões de camisinhas, em unidades públicas de saúde.