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O Comitê de Política Monetária do Banco Central se reúne nesta terça e quarta-feira para debater a Selic.

É a primeira reunião do ano sobre a taxa que é considerada os juros básicos da economia brasileira.



Vale lembrar que, para calibrar a Selic, o Copom se reúne a cada 45 dias ao longo do ano.

Os encontros duram sempre dois dias e a decisão pelo aumento, pela redução ou pela manutenção da taxa leva em consideração diversos fatores do cenário econômico.

Em julho do ano passado, o Copom iniciou um ciclo de cortes na Selic, que estava em 6 e meio por cento e, após 4 quedas seguidas de meio ponto percentual, terminou 2019 em 4 e meio por cento ao ano, que é o patamar em que se encontra.

A última pesquisa realizada pelo Banco Central junto a instituições financeiras mostrou que a expectativa é que haja novo corte na taxa. Desta vez, porém, de 0,25 ponto percentual, fixando a taxa em 4,25% ao ano.



No entanto, a alta recente do dólar e o aumento do preço de alguns alimentos, especialmente da carne, podem influenciar diretamente na decisão dos analistas do Copom, fazendo com que a taxa de juros seja mantida em 4,5 por cento.

Lembrando que, quando a Selic está baixa, a tendência é que os custos do crédito também fiquem mais baixos, o que incentiva produção e consumo.

Para cortar os juros, porém, o Copom precisa estar seguro de que os preços estão sob controle, para que a inflação fique dentro da meta estabelecida.

A decisão sobre como fica a Selic nos próximos 45 dias deve ser anunciada na tarde desta quarta-feira.