Compartilhe

A mania por limpeza é um hábito que atrapalha o desenvolvimento da imunidade nos pequenos. Cientistas pedem que deixemos de lado o vício em álcool gel e ditam: criança precisa mesmo é de micróbios.

Isso significa que, ao invés de proteger a saúde, o excesso de higiene pode, na verdade, oferecer riscos ao organismo infantil. Não entenda mal, lavar as mãos ainda é uma ótima maneira de prevenir doenças, mas água e sabão são o suficiente.



Segundo uma microbiologista, desinfetantes para mãos, sabonetes bactericidas e antibióticos estão sendo usados em excesso para proteger as crianças dos micróbios, mas estas substâncias podem fazer mais mal do que bem às crianças.

Ela explica que estuda os micróbios que vivem em nosso intestino e as pesquisas mais recentes neste campo indicam que a saúde deste bioma durante a infância é crucial para o restante de nossa vida. A autora esclarece ainda que os micróbios são os responsáveis pelo desenvolvimento do nosso sistema imunológico – sem eles, o organismo humano não seria capaz de se defender de infecções. A microbiologista esclarece a possível relação entre os micróbios e o desenvolvimento de diversas condições de saúde, que englobam desde alergias até autismo, através do que tem sido chamado de “hipótese da higiene”.

“A hipótese da higiene tenta explicar por que as alergias, assim como a obesidade, as doenças inflamatórias intestinais e até mesmo o autismo, são doenças em alta. E isso não é explicado apenas pelos genes. Nossos genes simplesmente não mudam tão rápido. Pesquisas mostram que essas mudanças na exposição precoce de micróbios estão causando o aumento dessas doenças“, diz.

A especialista oferece algumas dicas aos pais que pretendem se assegurar de que seus filhos desenvolvam os micróbios necessários à saúde. Uma delas é deixar as crianças interagirem com animais de maneira segura – e isso vale principalmente para cachorros. Outra tarefa é ainda mais simples: parar de limpar tudo que a criança coloca na boca.



“A higiene é crucial para a nossa saúde. Não devemos parar de lavar as mãos, mas devemos fazê-lo em um momento em que seja eficaz na prevenção da disseminação de doenças – antes de comermos e depois de usarmos o banheiro. Qualquer outra hora não é necessário“, conclui a pesquisadora.

Fonte: Hypeness