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Uma pesquisa realizada pela Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) mostrou que os casos de depressão aumentaram em 50% durante a quarentena por conta da covid-19, e a ansiedade e o estresse, em 80%.

A pesquisa foi realizada por meio de questionário online com 1.460 pessoas em dois momentos: de 20 a 25 de março e de 15 a 20 de abril.



O psicólogo Yuri Busin, Diretor do Centro de Atenção à Saúde Mental – Equilíbrio (CASME), explica que a situação gerou um medo muito intenso nas pessoas, o que acarretou a piora e o surgimento de transtornos psicológicos.

Ele explica que a piora da saúde mental ocorre por múltiplos fatores como a solidão, o medo de ficar doente, não sair ao ar livre e a falta de perspectiva para o futuro. “Por mais que a gente nunca tenha segurança sobre o futuro, essa é uma situação muito inesperada e gera medo, angústia e ansiedade.”

De acordo com dados da pesquisa, mulheres estão mais propensas a sofrer com estresse e ansiedade. Outros fatores que contribuem para o quadro são alimentação desregrada, doenças preexistentes, ausência de acompanhamento psicológico, sedentarismo e a necessidade de sair de casa para trabalhar.

Para a depressão, os fatores de risco apontados pela pesquisa são idade avançada, ausência de crianças em casa, baixo nível de escolaridade e presença de idosos no ambiente doméstico.