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Um velório realizado nesta terça-feira (6) em Flórida Paulista (SP) ofereceu dois barris de chopp, que foram colocados no local, para os familiares e amigos que foram se despedir do empresário Ari Gonçalves Soares, de 56 anos, que morreu na noite da segunda-feira (5) na Santa Casa de Misericórdia de Flórida Paulista, onde estava internado. A bebida foi servida para atender a um pedido feito por ele próprio ainda em vida.

No velório, foram colocados dois barris de chopp à disposição das pessoas que se despediram do empresário, cada um com 50 litros, totalizando 100 litros da bebida.



O amigo Ramon foi quem contratou o serviço. Até a marca do chope que seria servido durante o velório foi escolhida pelo empresário, que teve seu pedido atendido.

O amigo disse que ele sempre falava sobre esse desejo. Ele era uma pessoa positiva, alegre, feliz, extrovertida e era dessa forma que ele queria que fosse sua despedida, sem tristeza e dor.

Além da bebida no momento de despedida, o empresário também pediu que o seu corpo fosse cremado. O desejo, conforme contou o amigo, também foi realizado.

“Quando o velório terminou, o corpo foi encaminhado a Araçatuba [SP], para a cremação. Posteriormente, as cinzas vão ser jogadas no mar, em Balneário Camboriú [SC]. Essa decisão foi dos amigos mais próximos, pois, como ele gostava muito de viajar, imaginamos que ficaria feliz”, falou.



O empresário lutava contra um câncer no pâncreas, mas não resistiu. Mesmo diante de toda a batalha que enfrentou em vida, quando partisse, queria todos alegres, pois, apesar das dificuldades que viveu, sempre manteve o sorriso no rosto e a alegria constante.

O amigo disse que as coisas aconteceram como ele queria. Eles beberam e relembraram todas as histórias boas que viveram com ele, sem tristeza e negatividade.

O amigo ainda contou que algumas pessoas não entenderam a atitude e que isso até gerou críticas. “Pessoas que não tinham conhecimento do desejo do Ari fizeram críticas em redes sociais e julgaram o que foi feito. Isso não importa. O que importa é que realizamos o que ele mais queria.

O proprietário da choperia que foi contratada para levar o chopp no velório falou que de início pensou que seria uma brincadeira, mas depois percebeu que realmente era verdade. Ele disse que foi uma experiência diferenciada e não imaginava que isso aconteceria, pois nunca tinha oferecido esse tipo de serviço. O proprietário da choperia disse que diversas pessoas o contataram questionando sobre o serviço oferecido, pois gerou bastante curiosidade.