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Segundo pesquisadores austríacos e espanhóis, a simples companhia da pessoa amada já funciona como um analgésico — e não precisa nem de abraço, beijo, ou outro tipo de contato físico para que isso ocorra.

Os cientistas pediram que 48 casais heterossexuais respondessem a questionários para medir a habilidade deles em desenvolverem questões relacionadas à empatia. Cada um dos participantes tinha uma média de 25,4 anos de idade e estava junto de seu respectivo parceiro por pelo menos três anos.



Foi testada a habilidade de cada indivíduo em resistir à dor, seja na presença ou na ausência da pessoa amada. Quando cada casal se encontrou não foi feito contato físico. Com isso, notou-se que tanto homens quanto mulheres ficavam mais resistentes à dor pela simples companhia de quem eles amam. Além disso, quanto mais elevado era o nível de empatia, maior era a tolerância aos desconfortos.

“A empatia do parceiro pode amortecer a angústia afetiva durante a exposição à dor”, afirmou um dos autores do estudo. Os pesquisadores acreditam que alguns fatores podem ter afetado os resultados, já que algumas pessoas podem ter simplesmente se distraído e esquecido da dor devido à presença de outro indivíduo na mesma sala.

Mesmo que essa possibilidade não possa ser descartada, os cientistas afirmam que a pesquisa indicou um efeito significativo e evidente dos laços amorosos como um aliado no combate a dores.