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Urina humana foi usada por estudantes da África do Sul para criar tijolos que não prejudicam o meio ambiente. Tijolos comuns precisam ser submetidos a altas temperaturas em fornos, o que produz uma grande quantidade de dióxido de carbono.

No projeto sul-africano, urina, areia e bactérias foram combinadas em um processo que permite que os tijolos se solidifiquem em temperatura ambiente. É essencialmente a mesma forma como corais se formam no oceano, explica o supervisor dos estudantes na Universidade da Cidade do Cabo.

Os estudantes de Engenharia coletaram urina de banheiros masculinos. Depois de primeiro produzir um fertilizante sólido, o líquido restante é usado em um processo biológico para cultivar o que a universidade chamou de biotijolos.

O processo é chamado de precipitação de carbonato microbiano. Bactérias produzem uma enzima que separa a ureia presente na urina, formando carbonato de cálcio, que depois faz com que a areia se solidifique, formando tijolos cinzas tão duros quanto rochas.



A rigidez e o formato dos biotijolos podem ser alterados conforme necessário. Tijolos comuns são produzidos em fornos a cerca de 1.400ºC, de acordo com a universidade. Mas os criadores admitem que seu processo é bem mais fedorento. Quando um animal de estimação urina, o local fica com um cheiro forte – é a amônia sendo liberada. Esse processo usa a amônia.

Mas, depois de 48 horas, os tijolos perdem esse odor amoníaco – e não oferecem qualquer risco à saúde. Segundo a universidade, o conceito de usar ureia para produzir tijolos foi testado nos Estados Unidos há alguns anos usando uma versão sintética dessa substância, algo que demanda muita energia para ser produzida.

Fonte: BBC