Compartilhe

Atualizado em

Presidente Jair Bolsonaro disse que não sabe quem ficará responsável pela emissão dos documentos de 65 milhões de veículos licenciados com a suspensão da cobrança pelo DPVAT a partir do ano que vem.



O Seguro Obrigatório para Veículos Automotores foi extinto pelo próprio presidente, por meio de Medida Provisória no último dia 11.

O governo justificou a extinção pelo excesso de fraudes e elevados custos operacionais do seguro.

A Seguradora Líder, responsável pela administração do DPVAT também confeccionava e distribuía os documentos verdes de licenciamento dos veículos, utilizados pelo Detrans de todo o país.

Conhecido como “documento do carro”, os papéis para emissão do Certificado de Registro de Licenciamento de Veículo começariam a ser entregues aos Detrans na virada do ano.



Da taxa cobrada pelo DPVAT, cada dono de veículo paga R$ 4,15 pelo papel.

Bolsonaro afirmou que ainda estuda quem poderá assumir o serviço.

Uma das hipóteses levantadas é para que cada Detran, nos estados, assuma a emissão do formulário.

A nova regra só terá efeito permanente após votação no Congresso, no prazo de 120 dias após a edição da MP.

Em 10 anos, o DPVAT indenizou 458 mil pessoas em casos de mortes no trânsito e QUATRO MILHÕES E MEIO de acidentados.

No caso de morte, o valor indenizado foi de R$ 13 mil 500 , e para invalidez permanente o seguro paga entre R$ 135 e R$ 13.500. O teto para reembolso de despesas médicas por acidente é de R$ 2.700.

O Ministério da Saúde ficava com 45 POR CENTO da arrecadação e 5 POR CENTO iam para o Denatran. No ano passado, o SUS recebeu UM BILHÃO DE REAIS do DPVAT.