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Um estudo mostrou que uma pessoa gasta, em média, 52 minutos fofocando diariamente. Isso mesmo, quase uma hora do seu dia é gasta falando dos outros. Mas, antes que você se defenda dizendo que não é fofoqueira, a mestre em psicologia Ana Cristina Roncati esclarece: “Fofoca nada mais é do que falar de alguém que não está presente naquele momento”.

“Há registro de fofocas desde a Antiguidade, como um passatempo. Culturalmente, ela assumiu uma conotação negativa ao longo do tempo”, completa Ana Cristina. E sabia que falar dos outros pode gerar até benefícios? Você pode até não acreditar, mas fofocar, o ato de falar de outra pessoa, tem o poder de agregar grupos, estreitar laços e até melhorar relacionamentos.



Além disso, pode inclusive ajudar a pessoa alvo dos comentários. “A fofoca pode ser do bem quando uma pessoa faz com o intuito de gerar mobilização positiva. Um bom exemplo é ajudar uma terceira pessoa ou alertá-la sobre um perigo”, explica uma psicóloga.

Já no ambiente profissional a fofoca pode ser usada como estratégia. “Quando alguém descobre alguma notícia do seu mercado ou de sua área de atuação, pode, por exemplo, comentar sobre o rumor com seu gestor direto. Isso faz com que a empresa, por saber dessa notícia com antecedência, aproveite-a de forma positiva”, explica Rodrigo Vianna, CEO da consultoria Mappit, de São Paulo.

Segundo ele, até a chamada “rádio peão” –aquela conversa disseminada pelos corredores da empresa– pode ser positiva. “É um meio de comunicação para as empresas que ajuda a divulgar as informações internas.” E quem faz a fofoca, segundo especialistas, também ganha. “A pessoa sente um prazer e uma sensação de bem-estar de ver as coisas acontecendo”, revela Ana Roncati.

Mas tudo tem limite. O problema de falar dos outros, mesmo que de forma inofensiva, é quando vira um hábito diário. “Isso está ligado à função que a fofoca assume na vida dessa pessoa. Para algumas é uma forma de chamar a atenção para si mesmas”, diz Ana Roncati. E aí a chance de passar dos limites é grande. Porque até mesmo a fofoca do bem pode não ter um final feliz e você pode acabar invadindo um espaço da vida pessoal do outro –o que ninguém gosta.



Tudo isso sem contar o risco de espalhar notícias falsas –o que é grave tanto para a vida profissional quanto para a pessoal. É importante que a pessoa tenha bom senso e ética para definir que tipo de informação deve ser transmitida. E que também possua o mínimo de confiança em sua fonte antes de repassar a fofoca.

Fonte: Universa