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Uma portaria publicada no Diário Oficial da União oficializou, nesta terça-feira, os novos valores de contribuição para o INSS.

Por causa do ajuste no valor do salário-mínimo, que subiu de 1039 reais para 1045, no dia primeiro de fevereiro, as faixas de cálculo e alíquotas de contribuição também precisaram ser ajustadas.



Houve mudanças na primeira e na segunda faixas.

Com isso, a partir do dia primeiro de março, o trabalhador que ganha até um salário-mínimo terá 7,5% de desconto mensal a título de contribuição previdenciária.

O desconto será de 9% do trabalhador que ganha entre 1.045,01 e 2.089,60

Antes, o teto da primeira faixa estava fixado em R$ 1.039 e o piso da segunda, em R$ 1.039,01.



A dedução das faixas das outras duas faixas não foram alteradas: o desconto é de 12% para quem tem salário entre 2.089,61 e 3.134,40 e de 14% sobre salários que vão de 3.134,41 a 6.101,06.

Importante lembrar que a reforma da Previdência, aprovada recentemente no Congresso, estipula descontos progressivos. Ou seja, o índice de desconto incide apenas sobre a parcela do salário que se enquadrar em cada faixa.

Por exemplo. O trabalhador que ganha 2 mil reais terá desconto de 7,5% sobre 1045 e de mais 9% sobre os 955 reais que excedem esse valor.

Terá, portanto, desconto total de 164,33 ou 8,22% de seu salário.

O cálculo, dessa maneira, vai fazer com que quem ganhe menos contribua menos para a Previdência e, quem ganha mais, contribua mais.