Compartilhe

Transnordestina poderá voltar para as mãos do governo federal.

Paralisada desde 2016, em uma década a ferrovia teve menos da metade das obras realizadas e possui muitos trechos em situação de abandono.



Foram construídos 600 quilômetros, de um total de mil 753 quilômetros, a um custo de seis bilhões de reais.

Caso a empresa Transnordestina Logística, da Companhia Siderúrgica Nacional, a CSN, não apresente projetos que justifiquem o custo total da obra, a ferrovia poderá ser retomada pelo governo.

A possibilidade foi discutida esta semana no Comitê de Obras com indícios de irregulares Graves, da Comissão Mista de Orçamento, da Câmara Federal.

O superintendente de Infraestrutura e Serviços de Transporte Ferroviário e Cargas da Agência Nacional de Transportes, a ANTT, Alexandre Porto, disse aos deputados que a agência avalia reassumir a malha dois, que é parte mais nova da obra.



O trecho mais antigo, a malha um, já teve a caducidade do contrato aprovada pela direção da ANTT, mas a palavra final sobre a retomada cabe ao Ministério da Infraestrutura.

Em 2017, o Tribunal de Contas da União suspendeu a liberação de recursos públicos para o projeto da ferrovia, até que a empresa que administra a obra apresente cronograma e orçamento justificados.

A Transnordestina foi projetada para ligar o Porto de Pecém, no Ceará, ao Porto de Suape, em Pernambuco, além do cerrado do Piauí, no município de Eliseu Martins.