Compartilhe

Atualizado em

Edvaldo Bispo de Lima mora há 7 anos na Espanha, sua esposa faleceu domingo. E agora ele que voltar com sua família e enterrar sua esposa em Capivari. Saiba mais.



Por Yuri Rossi

Muitos brasileiros, muitas famílias brasileiras buscam a sorte, uma vida melhor fora do país.

Foi o caso da família do Edivaldo Bispo de Lima. Edvaldo, sua esposa Sandra Maria Miranda e seus filhos resolveram no ano de 2005 mudar de vida e embarcaram para Espanha.

Durante alguns anos Edvaldo trabalhou como pedreiro e sua esposa como empregada doméstica. Seus filhos estudavam.



Porem uma fatalidade atingiu a sua família, Sandra passou mal e os médicos diagnosticaram um Câncer no Pâncreas. Foram mais de dois anos de tratamento.

Sandra não resistiu ao câncer e morreu no último domingo, dia 4 de novembro.

De acordo com os familiares de Edvaldo, todo o dinheiro que eles possuíam no país foram gastos para o tratamento de Sandra. Agora ele quer retornar ao Brasil e não tem condições.

Para realizar o velório de Sandra em Capivari, seriam necessários mais de R$ 17 mil reais para arcar com as despesas do translado do corpo até Campinas em Viracopos. Somando com as passagens para Edvaldo e seus três filhos o gatos subiriam para aproximadamente R$ 23 mil reais.

Joanita Bispo de Lima, irmã de Edvaldo esta visitando amigos e parentes interessados em ajudar o irmão e seus sobrinhos a retornarem par ao Brasil.

Nossa equipe conversou por telefone com Edvaldo na Espanha. Ouça a matéria Completa
Em vista desta situação eu entrei em contato com o Ministério das Relações Exteriores, em Brasília.

Confira na integra a nota enviada pela assessoria de imprensa do MRE:

Em resposta à sua consulta sobre o traslado de corpos de brasileiros falecidos no exterior para o Brasil, esclarecemos que o MRE busca sempre dar todo o apoio possível aos brasileiros que sofrem a tragédia pessoal de perder familiares e amigos, muitas vezes em terras distantes. Além de auxiliar em procedimentos burocráticos, muitas vezes em línguas estranhas, o Ministério serve como primeiro porto de apoio dos familiares, inclusive no que diz respeito aos esclarecimentos e às medidas administrativas cabíveis para que pudessem providenciar o traslado do corpo ao Brasil.

Entretanto, é forçoso observar que inexiste previsão legal e orçamentária para gastos dessa natureza com verbas deste Ministério. A legislação vigente sobre a matéria estabelece que as despesas de sepultamento, cremação, embalsamamento e transporte de restos mortais para o Brasil devem correr por conta da família do falecido e que as dotações orçamentárias destinadas à assistência a brasileiros no exterior não podem ser utilizadas para financiar traslado de corpos para o Brasil. O orçamento deste Ministério destina-se a auxílio de diversas formas aos brasileiros residentes no exterior, inclusive para sua repatriação para o Brasil em casos de desvalimento e auxílio em casos de emergência de diversas naturezas.

É relevante notar que, no Brasil, nem os Estados federados nem as Prefeituras custeiam traslados de seus naturais para que sejam sepultados na terra natal, quando o óbito ocorre em outro Estado ou cidade.

Finalmente, vale recordar que as normas do Serviço Consular e Jurídico brasileiro asseguram o direito de familiares de falecidos no exterior a solicitar aos Consulados e Embaixadas do Brasil no exterior esforços no sentido de obter informações que permitam a futura localização de jazigo em que brasileira será enterrado. Em muitos casos, designam-se agentes consulares para acompanhar a cerimônia de sepultamento e informar a família do número do jazigo individual onde seu parente foi enterrado.

Atenciosamente,

Assessoria de Imprensa do Gabinete
Ministério das Relações Exteriores
Palácio Itamaraty – Brasília

Ouça a matéria completa.