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A Selic começou 2019 em 6 e meio por cento ao ano e está, hoje, em 5 e meio por cento.

A taxa, que é definida pelo Copom, o Comitê de Política Monetária do Banco Central, é considerada a os juros básicos da economia brasileira e serve de referência para taxas de juros do mercado financeiro.



Quando ela cai, portanto, tende a derrubar outras taxas.

E é isso o que sido observado, por exemplo, nos juros dos financiamentos imobiliários.

Os principais bancos do país têm anunciado reduções nas taxas para a compra da casa própria.

Dados do Banco Central mostram que os juros médios cobrados pelos bancos para financiamento imobiliário ficaram na média de 8,9% em agosto.



A taxa média era de 9,5% no final de 2018 e de 11% no final de 2017.

Como consequência da queda dos juros, aumentou a procura pela portabilidade desse tipo de financiamento.

Ao transferir a dívida entre instituições, o consumidor renegocia taxas, pode melhorar as condições do empréstimo e economizar dinheiro, ao diminuir o valor das parcelas.

Segundo o Banco Central, os pedidos de portabilidade efetivados este ano cresceram 102% em relação ao ano passado.

De janeiro a agosto, foram feitas mil, 605as portabilidades de financiamentos imobiliários, mais que o dobro das 794 registradas no mesmo período de 2018.

Vale lembrar que a portabilidade de crédito pode ser feita em diversas modalidades, não apenas de financiamento da casa própria.

Podem ser transferidos, por exemplo, financiamentos veiculares e empréstimos pessoais ou consignados.

Para fazer a mudança de um contrato de um banco para o outro, o consumidor deve ir até a agência onde fez o empréstimo e solicitar o saldo devedor e os dados do contrato.