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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado a 12 anos e 11 meses por corrupção e lavagem de dinheiro, no processo que investiga se o petista teria recebido propina por meio da reforma de um sítio, na cidade de Atibaia (SP). A sentença foi decretada nesta quarta-feira (6) pela juíza Gabriela Hardt, da primeira instância da Lava Jato, em Curitiba (PR).

Lula foi considerado culpado por, supostamente, receber R$ 1 milhão em propinas por meio da reforma do imóvel, que está em nome de Fernando Bittar, filho do ex-prefeito de Campinas (SP), Jacó Bittar, amigo do ex-presidente. De acordo com a sentença, as obras no local foram custeadas pelas empreiteiras OAS, Odebrecht e Schahin.



Esta é a segunda condenação de Lula na Operação Lava Jato no Paraná. Em 2017, o então juiz Sergio Moro, hoje ministro da Justiça, sentenciou o petista a nove anos e seis meses por corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do apartamento triplex, em Guarujá (SP).

No ano passado, a decisão de Moro foi confirmada pelos desembargadores da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre. Na ocasião, a pena de prisão do ex-presidente foi aumentada de 9 para 12 anos e um mês. O ex-presidente está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde abril do ano passado.

A sentença desta quarta-feira, escrita por Gabriela Hardt, tem 360 páginas. Além de Lula, também foram condenados os empresários Marcelo e Emilio Odebrecht, Carlos Armando Guedes Paschoal e Alexandrino Alencar. Também receberam sentenças o pecuarista José Carlos Bumlai, o advogado Roberto Teixeira, o empresário Fernando Bittar, proprietário formal do sítio, Paulo Gordilho e Léo Pinheiro, ligados à OAS, além do engenheiro Emyr Diniz Costa Junior.