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Poluição, mudanças climáticas e do solo estão entre as principais ameaças às águas brasileiras.

Relatório do Painel Brasileiros de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos aponta que quase a metade do território nacional tem níveis de ameaça aos corpos hídricos moderado ou elevado.



O estudo aponta alterações, como desmatamento ou fragmentação de ecossistemas, como responsáveis por comprometimento de rios, mares, lagos e oceanos.

Os números são alarmantes e preocupam a sobrevivência tanto do homem como de animais.

O Brasil perde 38% da água potável sem saneamento. O que deixa cerca de 35 milhões de pessoas sem acesso à água limpa e 100 milhões fora da coleta de esgoto.

A biodiversidade também está ameaçada, com 10% das espécies de peixes continentais em risco de extinção.



Mais de 3.000 espécies de peixes vivem nas águas doces brasileiras. A Bacia Amazônica agrupa mais espécies de peixes do que em todo o oceano Atlântico, dizem os especialistas.

Mas o comprometimento das águas coloca em risco pelo menos 30% das espécies da fauna de água doce. A previsão é que até 2050, 20% das espécies desapareçam.

Segundo a coodenadora do estudo, Aliny Pires, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, foram listadas 23 ameaças mais frequentes. Entre elas, o uso de fertilizantes, hidrelétricas, espécies invasoras, segurança hídrica e secas e inundações.

Os contrastes regionais também revelam perdas: 98% dos municípios do Nordeste já registraram episódios de seca e 92% das cidades do Sul sofreram inundações.