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Uma britânica que trabalha na mesma empresa desde 2004 recebeu uma conta da empresa de 20 mil libras (cerca de R$ 131 mil em valores atuais). O motivo é que a empresa descobriu que, por um erro interno, a funcionária vinha recebendo salários a mais desde 2009.

Em entrevista, a funcionária contou que saiu em licença-maternidade naquele ano. Desde que ela voltou, vinha recebendo 250 libras (pouco mais de R$ 1,8 mil) a mais todos os meses — o que ela acreditou ser fruto de um reajuste contratual.



“Antes do meu último dia de trabalho (antes da licença), apresentei um pedido de alteração do meu contrato de trabalho, de período integral para meio período. Foi concedido. Não recebi nenhum contrato, mas continuei a trabalhar sob minhas novas diretrizes”, contou ela. “Em 2019, inocentemente mostrei meu comprovante de pagamento a uma colega. Ela disse que eu estava ganhando mais do que deveria. Agora, um ano depois, fui informada que recebi 20 mil libras a mais em 10 anos e eles querem tudo de volta”, completou.

A funcionária afirmou que a situação se torna “difícil” no caso. “De fato, eles não tinham ideia (da diferença salarial), como eu não tinha”, reconheceu. Especialistas citados pelo jornal que fez a reportagem afirmaram que o empregador tem o direito de pedir o dinheiro de volta, mas a funcionária teria motivos para contestar, uma vez que seu contrato de trabalho foi alterado.

“É incomum, depois de tanto tempo, que um empregador adote essa abordagem, especialmente porque antes havia oportunidades de identificar que os salários estavam incorretos”, disse uma advogada ao jornal.