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O Brasil tem um dos maiores índices de assédio virtual de meninas e jovens, de 77 por cento.

Uma pesquisa feita em 22 países pela ONG Plan International, mostra que a média mundial é de 58 por cento.



O estudo ouviu 14 mil adolescentes e jovens, com idades entre 15 e 25 anos, de diferentes regiões do mundo.

Divulgado pelo UOL, o levantamento revela que os assédios vão desde atitudes que sugerem sexo, comentários sobre racismo ou relacionados à orientação sexual, entre outras situações.

Um outro estudo, realizado no ano passado, aponta que as agressões online contra as brasileiras estão acima da média global por causa do alto índice de acesso à internet no País.

Os brasileiros passam em média mais de nove horas por dia conectados e só perdem para os moradores das Flipinas, onde o uso é superior a dez horas.



Ana Paula Andrade, gerente de Marketing e de Comunicação da Plan International Brasil,  diz que a pandemia deixou as pessoas ainda mais conectadas.

Ela acredita que é impossível tirar as meninas e as jovens da internet e das redes sociais e diz que o ideal é conseguir tornar esse ambiente mais saudável e seguro.

Na pesquisa, mais de 40 por cento das participantes relataram que se sentiram estressadas mental e emocionalmente, com impacto no comportamento e na autoestima, após passar por situações de assédio.

Uma em cada cinco reduziu o uso de redes sociais e 12 por cento mudaram a forma de se expressar, por receio de dizer o que pensam.

No entanto, 46 por cento denunciaram o assédio, um índice bom, mas que ainda precisa aumentar, afirma Ana Paula Andrade.

As informações são da Agência Rádio 2.