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Cerca de 100 cidades brasileiras vacinaram menos de metade da população contra a poliomielite, a popular paralisia infantil.

Dados do Ministério da Saúde acendem o alerta para municípios como Lagoa Salgada, no Rio Grande do Norte, Rio Bonito, no Rio de Janeiro, Monteiro Lobato, em São Paulo, e Nova Viçosa, na Bahia. Todos com cobertura vacinal abaixo de cinco por cento.



Enquanto o ideal é que 95 por cento da população sejam imunizados.

Especialistas ouvidos pelo jornal Folha de SP avaliam que um dos motivos seria o fato de que, quando o problema está controlado, as pessoas esquecem que a doença existe.

Aí deixam de se vacinar e ela volta, como aconteceu com o sarampo.

No Brasil, o último caso de infecção aconteceu há 30 anos, mas o vírus ainda circula em outros países.



O ideal é que as crianças recebam cinco doses da vacina. Aos dois, quatro, seis e 15 meses de idade. E outra aos quatro anos.

A poliomielite pode passar de uma pessoa pra outra, inclusive entre adultos, por exemplo, pela saliva, tosse ou espirro de alguém contaminado.

Nos casos mais graves, a doença causa, entre outras coisas, a paralisia dos membros inferiores e até do sistema respiratório, o que pode matar.