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O índice de uso do cinto de segurança entre motoristas e passageiros aumentou nas principais rodovias da região de Campinas após cinco anos de intensas campanhas e ações educativas da ARTESP (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) e das concessionárias. No final de 2014, levantamento da Agência apurou que mais da metade dos ocupantes do banco traseiro não utilizavam cinto de segurança. Na época, a adesão era de apenas 48% das pessoas. Já em relação ao uso do equipamento entre motoristas e passageiros do banco dianteiro era de 87% e 86%, respectivamente.

Em agosto de 2019, a pesquisa foi refeita e a atualização dos dados apurou que houve significativo aumento do uso do equipamento nas rodovias da região de Campinas: 97% dos motoristas, 94% dos passageiros do banco dianteiro e 71% dos ocupantes do banco traseiro estavam usando corretamente o cinto no momento da abordagem dos pesquisadores. Esse novo levantamento integra as mais de mil ações promovidas ou apoiadas pelo Governo do Estado na Semana Nacional do Trânsito que se estende de 18 à 25 de setembro.



O aumento foi observado em toda a malha de rodovias estaduais concedidas após cinco anos de intensas campanhas e ações educativas da ARTESP e das concessionárias. “Avaliamos os resultados da primeira pesquisa e vimos a necessidade de intensificar as campanhas educativas, principalmente em relação ao cinto de segurança no banco de trás onde poucas pessoas viajavam com o equipamento”, comenta Viviane Riveli, Coordenadora de Segurança Viária da ARTESP. Confira abaixo, a evolução dos índices em todo o Estado:

Desde a primeira pesquisa, a ARTESP vem trabalhando permanentemente o tema do cinto de segurança em suas campanhas e em materiais educativos que são distribuídos nas rodovias paulistas, em escolas, universidades e em municípios parceiros.

Como principal ação de conscientização, a ARTESP desenvolveu, em 2015, um “simulador de impacto”, equipamento interativo que reproduz o efeito de uma batida de carro e reforça a percepção sobre a importância da utilização do cinto. O Simulador de Impacto da ARTESP já percorreu 109 municípios paulistas e foi testado por 45 mil pessoas, que passaram pela experiência e receberam informações sobre os riscos de trafegar sem o cinto de segurança.

Além disso, a Artesp realizou uma campanha publicitária pautada pelas desculpas dadas pelas pessoas para não utilizar o cinto como “a gente vai só até a cidade aqui do lado” ou “qualquer coisa o banco da frente protege”, o que é um grave erro já que, em caso de acidente, o passageiro do banco traseiro sem cinto é arremessado sobre o ocupante do banco à frente, provocando ferimentos em ambos. “As pessoas têm uma falsa sensação de segurança de que o banco da frente protege o passageiro em caso de impacto. Também têm a percepção de que no banco traseiro não serão multadas pela dificuldade de fiscalização. Com isso, se arriscam muito, principalmente nas rodovias, onde a velocidade autorizada pode chegar a 120 km/h”, avalia Viviane.