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O brasileiro sacou mais do que investiu na Poupança no primeiro mês do ano.

Em janeiro, a retirada mensal líquida, ou seja, a diferença entre o que os investidores retiraram e o que eles depositaram, chegou a 12 bilhões e 360 milhões de reais.



Segundo o Banco Central é a maior cifra para o mês desde o início da série histórica, em 1995.

O recorde anterior era de janeiro de 2016, quando a retirada líquida da Poupança somou 12 bilhões e 30 milhões.

Nos meses de janeiro, a aplicação costuma mesmo registrar mais retiradas do que depósitos. Isso porque os gastos dos brasileiros, tradicionalmente, são maiores no primeiro mês do ano.

O pagamento tributos como IPVA e IPTU, a compra de material escolar e, em muitos casos, parcelas de gastos realizados no Natal, comprometem as finanças e o investidor acaba recorrendo ao dinheiro guardado.



A poupança é a aplicação financeira mais popular no Brasil, mas tem perdido atratividade, já que tem o rendimento atrelado à Selic

A taxa está em 4,25% e, conforme as regras, a poupança rende 70% desse índice – mais a TR, que é um índice definido pelo Banco Central e que está zerado.

No ano passado, a poupança rendeu 4,26%, segundo o Banco Central, contra inflação oficial de 4,31%.

Para este ano, caso a Selic se mantenha no patamar em que está, vai render pouco menos de 3%, índice menor que a inflação prevista pelo mercado financeiro, que, neste momento, é de 3,4% para 2020.