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Empatia, segundo o dicionário, significa ação de se colocar no lugar de outra pessoa. Esse foi o objetivo de uma iniciativa do Tribunal Regional do Trabalho do Rio do Janeiro em que convida juízes e desembargadores que julgam processos trabalhistas a passarem por um treinamento e trabalharem por um dia como faxineiros, garis, telefonistas, cobradores ou ajudantes gerais.

Juízes e desembargadores que julgam processos trabalhistas passam por um dia de treinamento e depois trabalham por um dia como faxineiros | Foto: Letícia Mori/BBC

O objetivo é conscientizar os magistrados sobre o cotidiano desses trabalhadores e os desafios enfrentados por eles todos os dias. O juiz Thiago Mafra da Silva foi desafiado a desenvolver as atividades de um gari e afirmou ser bem pesado e que chegou a vomitar por causa da insolação. A Escola Judicial do tribunal visa que os juízes e desembargadores se sensibilizem e julguem os processos com mais empatia e menos burocracia.



“A empatia é essencial para todos, mas para nós especialmente, diariamente, a gente tem que se colocar no lugar do outro, se colocar na pele tanto do trabalhador, quando do empregador, para entender as dificuldades que eles enfrentam”, diz o juiz Thiago Mafra da Silva, do TRT-RJ.

Antes de colocar a mão na massa, eles participam de aulas teóricas para entender as atividades que desenvolverão na semana seguinte. Seja para atender telefones como telemarketing, ser cobrador de ônibus ou qualquer outra função. “O juiz que perdeu a capacidade de olhar com empatia para o outro, perdeu a capacidade de ser juiz”, diz o diretor da Escola Judicial e um dos responsáveis pelo desenvolvimento da ideia.

Fonte: O Viral