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Se passaram 18 anos do atentado ao World Trade Center, que deixou ao menos 3 mil mortos, mais de 6 mil feridos e ainda muitos doentes de câncer.

A doença e outros males do sistema respiratório assombram os moradores de Nova York, que naquele 11 de setembro de 2001, viviam a cidade tomada pela fumaça tóxica.



O lado sul da ilha de Manhattan ficou, durante várias semanas, envolto por uma nuvem de cinzas e resíduos tóxicos.

Um programa federal de saúde destinado apenas às vítimas do ataque dos terroristas detectou câncer em 10 mil sobreviventes.

Até junho deste ano, cerca de 21 mil pessoas estavam cadastradas no programa. Dados recentes apontam milhares de casos da doença, principalmente de próstata, mama ou pele.

Os primeiros afetados, segundo a Agência France Press, foram milhares de bombeiros, socorristas, médicos e voluntários que atuaram no chamado Ground Zero, onde ficavam as Torres Gêmeas.



O médico-chefe dos bombeiros de Nova York, David Prezant considera difícil identificar exatamente a origem do câncer, mas lamenta o aumento dos casos, estimado entre 10 e 30% após o atentado.

Uma realidade triste que pode crescer vertiginosamente, avalia o bombeiro, já que alguns tipos de câncer, como o de pulmão, que leva entre 20 e 30 anos para se desenvolver.