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Se tudo der certo, em 2045 os humanos já poderão decidir entre viver ou morrer. Isso é o que dizem os cientistas José Luis Cordeiro e David Wood no livro “A morte da morte: a possibilidade científica da imortalidade”, lançado no Brasil. A esperança para “curar” o envelhecimento, segundo a dupla de cientistas, está no caminho traçado pelos avanços no tratamento das células do corpo, principalmente nas descobertas de reprogramação genética.

Em outubro de 2019, uma futurista alertou sobre as implicações da desigualdade na imortalidade. “A questão da vida estendida pela tecnologia pode ser uma das questões mais perigosas do século. Porque, enquanto for caro, será possível que apenas os ricos vivam pelo tempo que quiserem”, disse. Já o cientista José Cordeiro é mais otimista. Acredita que, muito rapidamente, os cientistas vão conseguir popularizar os tratamentos. “Será como o celular, que hoje todo mundo tem”, compara.



O termo “imortalidade” não seria, exatamente, o ideal para se referir ao nosso futuro. “Amortais” resumiria melhor, uma vez que, embora biologicamente infinitos, não estaremos a salvo de acidentes, homicídios e até suicídios. Um dos cientistas, José Cordeiro, já toma metformina, medicamento usado no tratamento da diabetes capaz de retardar o envelhecimento. Sem beber, fumar e se alimentando bem, o pesquisador acredita que chegará ao ano determinante da “vida eterna”.

“Mesmo pessoas de 60 anos e talvez de 70 anos, se elas chegarem a 2029, vão poder viver indefinidamente. Ainda vamos envelhecer, mas a medicina do futuro vai permitir que a gente viva mais. Então eu não penso em morrer, e, no ano 2045, vamos ter tecnologia de rejuvenescimento tecnológico”, planeja o cientista que hoje tem 57 anos. “Em 2045, penso em ser mais jovem que hoje. Provavelmente, terei uma idade entre 20 e 30 anos.”