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Fazer prova de vida – uma declaração no banco ou na previdência chamada fé de vida para receber os benefícios da aposentadoria é comum aos segurados do INSS.

Mas para um morador de Ponta Grossa, no Paraná, provar que está vivo virou caso de Justiça.



Vilson Camargo de Lima, um ex-motorista de ônibus, aposentado por invalidez, foi duas vezes considerado morto e teve de entrar com processo judicial para provar que está vivo.

Segurado desde 2011, teve o benefício suspenso pelo INSS em 2013, quando um atestado de óbito falso dava conta da morte dele em 1999.

Depois de uma série de documentos e assinaturas reconhecidos em cartório a vida de Vilson Lima – ou melhor – os pagamentos foram restabelecidos.

Há cerca de seis meses, o segurado teve o benefício bloqueado novamente por ter sido dado como morto.



A solução foi fazer a prova de vida, registrar um boletim de ocorrência e entrar na Justiça. Apesar dos transtornos, Vilson Lima fala, com uma pitada de bom humor que nunca esteve morto e não consegue provar que está vivo.

Toda essa confusão, segundo o INSS foi causada por uma pessoa com o mesmo nome de Lima, registrado no cartório de Quedas do Iguaçu, nascido no mesmo dia, mês e ano.

As coincidências não param por aí. As mães de ambos têm o mesmo nome. Foi a confirmação para o sistema informatizado cancelar o benefício, de novo, do ex-motorista.

Segundo o G1, a gerência executiva do INSS em Ponta Grossa foi quem recomendou a ação judicial para que Vilson Lima possa receber os proventos e continuar vivo, de fato, para a Previdência.