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O sistema de bandeiras tarifárias da Agência Nacional de Energia Elétrica está completando cinco anos.

Ele entrou em vigor em 2015 e, desde então, segundo números da Aneel, foi responsável pelo pagamento de 35 bilhões, 420 milhões de reais a mais nas contas de luz.



Na época em que o sistema foi implementado, o custo da energia no país havia disparado devido à forte estiagem.

A bandeira tarifária permite a cobrança de um valor extra, a depender das condições para geração de eletricidade.

A bandeira é verde quando os reservatórios de água estão cheios e as condições para geração de energia nas hidrelétricas são favoráveis. Aí, a tarifa não sofre nenhum acréscimo.

Diferente do que acontece quando a bandeira é amarela ou vermelha. As cores indicam que as condições são menos favoráveis e há mais custos para a produção de energia – custos que são repassados ao consumidor, na cobrança de um valor extra por quilowatt-hora consumido, a depender do grau de criticidade.



Chuvas abaixo do esperado, por exemplo, fazem cair o armazenamento de água dos reservatórios das principais hidrelétricas e, para poupar água, das usinas, as termelétricas são acionadas e a geração de energia acaba saindo mais cara.

Segundo a Anatel, o sistema de bandeiras tarifárias é mais justo para o consumidor, pois ele fica sabendo sempre que a energia está mais cara e pode adotar medidas de economia.

Antes das bandeiras tarifárias, quem, teoricamente, arcava com o custo extra eram as distribuidoras.

No entanto, as empresas repassavam esses custos, e com juros, para o consumidor quando as tarifas eram revistas.