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Um estudo liderado por um pesquisador da Universidade de Versalhes na França procurou avaliar a associação entre morar sozinho e Transtornos Mentais Comuns (TMC), que é caracterizado por sintomas depressivos, estados de ansiedade, irritabilidade, fadiga, insônia, dificuldade de memória e concentração e queixas somáticas. Os autores da pesquisa usaram dados das Pesquisas Nacionais de Morbidade Psiquiátrica de 1993, 2000 e 2007, do Reino Unido. Mais de 20 mil pessoas foram avaliadas.

O resultado mais interessante mostra que morar sozinho aumentou entre 63% e 88% o risco de a pessoa ter alguns desses transtornos. Esta associação foi observada em todas as faixas etárias, incluindo adultos jovens e de ambos os sexos. A explicação está no modo como a pessoa solitária vive e age.



Ter sempre os mesmos pensamentos, avaliação negativa dos vínculos sociais, desregulação imunológica e até a presença de vícios são usados nas explicações da relação entre morar sozinho e depressão. Novos estudos devem trazer mais luz neste aspecto, mas a mensagem é clara: solidão combina com depressão.

O que fazer? Promover ou minimizar a solidão das pessoas. Dentre as intervenções previamente relatadas para diminuir os níveis de solidão estão intervenções de facilitação social, terapias psicológicas, prestação de cuidados de saúde e sociais, intervenções com animais e desenvolvimento de lazer/habilidades.