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Estudo da vacina da Universidade de Oxford foi pausado na terça-feira, para análise técnica de reações adversas que podem ter sido causadas pelo imunizante.

Segundo comunicado enviado pela Astrazeneca – que tem parceria do Brasil por intermédio da Fiocruz – problemas de saúde que possam ocorrer com participantes da pesquisa precisam ser analisados por uma equipe independente.



Há indícios de que um voluntário do Reino Unido teve reações, e apresentou um quadro de mielite, uma síndrome inflamatória da espinha dorsal que pode ser desencadeada por infecções virais.

A informação foi prestada pelo laboratório ao veículo especializado em saúde e tecnologia Stat.

A farmacêutica não confirmou em qual segmento do estudo foi detectado o problema. Alguns pacientes recebem a vacina, e outros, o placebo, que não carrega substância medicamentosa.

A paralisação para checagem dos resultados pode comprometer o cronograma previsto para a conclusão dos estudos.



Raquel Stucchi, pesquisadora da Unicamp e membro da Sociedade Brasileira de Infectologia destacou a necessidade de se ter cautela para o desenvolvimento de um reagente seguro.

E afirmou que nenhuma das vacinas é para amanhã.

O acordo entre a AstraZeneca, Fiocruz e Ministério da Saúde prevê a oferta de CEM MILHÕES 400 MIL doses da vacina.

Cerca de 30 MILHÕES de doses seriam disponibilizadas até o mês de janeiro. E o restante nos meses seguintes.