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Se os jogos esportivos transmitidos pela TV já estão fazendo falta, imagine como se sentem aqueles que têm o costume de torcer presencialmente pelos seus times em estádios, quadras e afins. Ao que parece, isso vai demorar um pouco para voltar a acontecer. A Universidade Federal do Paraná (UFPR) divulgou um estudo que aponta a retomada dessas atividades somente a longo prazo – aconselhando, inclusive, a ação apenas após a criação de uma vacina contra a covid-19.

Quem traz a informação é o Instituto de Pesquisa de Inteligência Esportiva da UFPR, em conjunto com o coordenador da comissão de integridade da Federação Paulista de Futebol (FPF), o advogado Paulo Schimitt.



Baseados em relatórios da Organização Mundial da Saúde e de institutos americanos e australianos, os responsáveis pelo levantamento indicam que competições só devem ser realizadas com a existência de medicamento retroviral eficaz ou de imunização que proteja tanto os praticantes quanto os espectadores.

Quem está ansioso, entretanto, deve esperar ainda mais. Foram definidos quatro cenários, sendo que o primeiro deles, segundo os pesquisadores, é o momento atual do Brasil, em que se recomenda somente atividades esportivas individuais e nenhum tipo de exercício ou prática esportiva coletiva.

A volta dos esportes poderia ocorrer no cenário 2, com treinos presenciais, quando os casos de contaminação diminuíssem. Ainda assim, estádios só seriam liberados no cenário 4, com a volta à “normalidade”.

Fernando Mezzadri, coordenador da pesquisa, explica a necessidade desses cuidados: “Imagine alguém infectado no meio de 10 mil pessoas. O que pode acontecer? Choca sim, mas temos que respeitar o que os estudos estão apontando. Temos acompanhado diariamente a perspectiva para uma vacina, mas isso ainda está em um médio plano”.



Fonte: Tec Mundo