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Os testes da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela AstraZeneca foram suspensos temporariamente.

A farmacêutica acionou o protocolo de segurança depois de um dos voluntários, no Reino Unido, ter apresentado uma grave reação adversa.



O imunizante em questão também está sendo testado aqui no país e, segundo a Universidade Federal de São Paulo, uma das entidades responsáveis pelos testes, não houve registro de reações graves em nenhum dos  5 mil voluntários já vacinados aqui.

A vacina desenvolvida por cientistas da universidade inglesa, apesar de ser a principal aposta do governo brasileiro que, inclusive, já firmou parceria para a produção da vacina pela Fiocruz, não é a única em testes aqui no Brasil.

Ao menos 3 outros estudos em fase avançada estão sendo realizados  no país com autorização da Anvisa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, para garantir a eficácia e a segurança da dose  – etapa importante para viabilizar a vacinação em massa da população.

Uma dessas vacinas é a da empresa chinesa Sinovac, que está sendo chamada de CoronaVac. Ela está em testes de fase 3 no Brasil, desde julho e a empresa fez uma parceria com o Instituto Butantan, que é ligado ao governo de São Paulo.



A Anvisa também já autorizou testes clínicos da vacinas desenvolvidas pela empresa BioNTech, da Alemanha, em parceria com a Pfizer, dos Estados Unidos, e da droga  que está sendo desenvolvida pela Janssen, a unidade farmacêutica da Johnson & Johnson.

Em todo o mundo, cientistas correm contra o tempo para conseguir uma vacina que seja segura e eficaz no combate ao novo coronavírus.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, mais de 160 vacinas estão sendo desenvolvidas e aproximadamente 30 delas já estão em avaliação clínica, ou seja, com testes sendo realizados em seres humanos.